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Rosa Affair

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Involuntariamente comecei a aconchegar a minha bebé

reflexo_moro.jpgA minha bebé gosta de colo. Gosta de adormecer ao colo, gosta de estar ao colo e gosta de colo em geral. E desde recém-nascida que sempre que a pousava na cama ou onde fosse, após adormecer, ela tinha sempre a mesma reação: abria os braços para o lado com as mãos abertas, voltava a juntá-los, fechava as mãos e ACORDAVA! Isto é chamado o Reflexo de Moro e é um dos reflexos que os pediatras verificam antes de sairmos da maternidade.

 

Bom, o que é certo é que assim não estava a resultar. Não conseguia colocá-la a dormir na cama. Foi então que comecei a embrulhá-la num paninho antes de a deitar. Tinha uma mantinha fresca que era da minha primeira filha e comecei a embrulhá-la nela tipo casulo. Eu já conhecia a técnica do swaddle (aconchegar), mas nunca a tinha posto em prática e o que comecei a fazer foi mais por instinto. Resultou. Agora com quase três meses ainda a embrulho no pano. Não devido ao reflexo pois esse já quase não existe, mas porque noto que quando ela acorda, sente-se mais aconchegada e consegue voltar a adormecer, não acordando com tanta facilidade.

 

Inicialmente fiz o casulo com uma mantinha fresca, mas com o passar do tempo, ela cresceu e o tempo começou a ficar mais quente e tive necessidade de adquirir uma maior e ainda mais fresca. Na realidade tive sorte pois ofereceram-me uma bububox que trazia uma mantinha enorme feita de um paninho fresco, tipo das fraldas, 100 % algodão. E enquanto escrevo isto, ela lá está, deitadinha no seu casulo.

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A técnica do swaddle não é muito difícil de aplicar, ajuda a acalmar os bebés, transmite a sensação de aconchego da barriga da mãe e ajuda no alívio das cólicas. Aqui fica uma imagem e o vídeo explicativo:

tecnica_envolver_bebe.jpg

Imagem daqui

 

 

Imagem Reflexo de Moro daqui

DIY - Os números e o relógio

A minha B tem uma fixação por números. Começou por perceber que os números da box da televisão estavam sempre a mudar, depois viu que os do tablet também mudavam e mais tarde os do meu telemóvel e do relógio despertador da mesinha de cabeceira.

E eu já tava cansada da a ouvir perguntar qual era o número que vinha a seguir.

Foi então que tive a ideia de fazer um relógio com a base que vinha no bolo de aniversário dela. Mas não queria um relógio qualquer. Queria um relógio com todos os minutos. Foi aí que fui procurar materiais para o fazer.

 

 Materiais:

- Uma base de esferovite de 2 cm de altura e diâmetro 27.5 cm (utilizei a dum bolo de aniversário)

- Papel de embrulho para forrar a base

- Fita de tecido para forrar em volta da base

- Tecido para forrar os ponteiros

- Números

- Apliques

- Cola para tecido

- Esferovite 0.5 cm de altura para os ponteiros

- Tachas

- X-ato

 

Procedimento:

Primeiro, forrei a base de esferovite em cima com papel de embrulho e em baixo com tecido. Na lateral forrei-a com uma fita de tecido cor-de-rosa. Para forrar, usei cola branca Pica-Pau própria para tecido e cartão. No fim de secar não se nota nada.

Depois comecei por espalhar os números pequenos do 0 ao 59. Estes números são autocolantes, o que dá muito jeito pois antes dos colar definitivamente com cola branca, tive que colocá-los um a um na posição correta. Assim que consegui colocá-los todos, comecei a colar com cola branca a partir do 0 ao 59. Se os deixasse apenas com a cola do autocolante eles não iam durar muito tempo no relógio.

O passo três foi colar os números de feltro do 1 ao 12.

De seguida em cada um dos números de feltro, coloquei uns brilhantes em tons de roxo e rosa.

O passo 5 foi fazer os ponteiros. Fiz um molde em papel e passei-o para a esferovite de 0.5 cm. Recortei com um x-ato e forrei-os com tecido e cola branca. Aqui é necessário ter cuidado pois tem que se verificar o tamanho da tacha que vai furar os ponteiros.

De seguida com a tacha coloquei os ponteiros. Comprei tachas muito pequenas que não furaram por completo a esferovite. Tenham em atenção o tamanho da tacha. Ainda tenho que ir resolver esse problema pois os ponteiros estão sempre a sair.

No final decorei com estrelinhas e letras.

 

E voilá:DSC_3255.JPG

 

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Apliques estrelas e letras

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Papel de Embrulho

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Cola para pano, tecido dos ponteiros e tachas

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Números e Brilhos (sinalizadores das horas)

 

Ainda tenho que fazer um improvement ao relógio. Colar as horas do 13 ao 24 porque a miúda ainda não consegue perceber onde há-de colocar o ponteiro das horas a partir das 13 horas...

Todos estes materiais foram comprados numa papelaria local.

Fui à praia com a minha bebé de dois meses

Que irresponsável, pensam alguns, principalmente os que lá estavam e presenciaram uma birra da baby M. de três minutos.

 

Mas aqui tenho que considerar os prós e os contras.

 

Primeiro, tenho uma filha de três anos que anda muito ciumenta quando agarro a irmã. Mais do que nunca preciso de fazer atividades com ela e não passar o fim-de-semana todo em casa com as duas. Em casa, a mais velha apercebe-se que tenho que cuidar da mais nova, e do nada, começa a fazer disparates.

 

Estou farta de ir ao parque e lembrei-me da praia. Claro que não fui fazer praia. Apenas fui acompanhar a minha filha mais velha. Perguntei à pediatra se era possível ir um pouco à praia. Ela considerou que tenho uma filha de três anos e não se opôs, apenas fez algumas recomendações: ir só um bocadinho, logo de manhã até ao máximo às 11h ou de tarde a partir das 17/18h. Colocar um protetor solar mineral, adequado a peles sensíveis a partir dos 0 meses. Escolher bem o dia, não muito ventoso e cuidado com o calor. O bebé ir bem vestido. Não expor o bebé diretamente ao sol.

Eu acatei todas estas recomendações e fiz ainda mais: levei uma tenda anti-uv (já tinha esta tenda da B). A pequena, nunca saiu da tenda, primeiro no ovo enquanto esteve a dormir e depois fiz uma caminha com uma almofada. Tive apenas que a tirar nos três minutos de birra que fez. Estive apenas na praia uma hora e meia, mas o suficiente para a minha filha mais velha rir, saltar, brincar, passar uma ribeira de um lado a outro milhares de vezes, fazer castelos, uma lagoa na ribeira e correr com o pai ao ponto de se cansar bastante e dizer que tinha fome. Estava felicíssima e isso compensou toda a tralha que tive que levar para a praia. Ainda na praia sentados na toalha eu e o meu marido olhávamos um para o outro ao ver o quão feliz ela estava. Mesmo a brincar sozinha, fazia aqueles gritinhos histéricos de menina, como se a vida fosse aquilo e nada mais importasse. E é, para mim fazê-las felizes é tudo o que importa.

 

tenda-anti-uv-vertbaudet.jpg

Tenda anti-UVprotetor-solar-fusion-fluid-spf50-isdin-50-ml-0m-ra.jpg

 

 Protetor Solar ISDIN Pediatrics Mineral Baby 0+

[Help] Tenho que as colocar na creche!

[Post Actualizado com o cálculo da mensalidade de uma creche ipss]

 

Este post pode ajudar alguém por aí que ande tão perdido quanto eu...

 

Este ano vou ter que colocar as minhas duas filhas numa escola. A mais velha já está inscrita desde Setembro para vagas no pré-escolar em várias escolas e a mais nova foi inscrita assim que nasceu.

Entretanto recebi o telefonema de uma escola IPSS com vaga para as duas, uma para a creche e outra para o pré-escolar. Fiquei satisfeita. Consegui vaga. Já visitei a escola, tirei todas as minhas dúvidas e requisitei uma simulação de mensalidade.

A simulação veio e eu já estava à espera de uma mensalidade elevada para as duas, não me surpreendeu o valor. No entanto, quando as coisas começam a mexer com as minhas finanças eu gosto de me informar e ter a certeza que estou a pagar o valor correto.

E aqui começaram as minhas dúvidas. Comecei a vasculhar tudo o que é informação até perceber como se fazem os cálculos das mensalidades. E o que descobri foi o seguinte documento no site da segurança social.

 

Aqui fica a informação que retirei e com a qual tentei fazer o cálculo:

 

5 – Como é calculado o rendimento per capita para apurar a comparticipação familiar?

O rendimento per capita do agregado familiar é calculado de acordo com a seguinte fórmula:

RC1.jpg

Sendo que:

RC= Rendimento per capita

RAF = Rendimento mensal ilíquido do agregado familiar

D = Despesas fixas

n = Número de elementos do agregado familiar

 

A prova dos rendimentos do agregado familiar é feita mediante a apresentação da declaração de IRS, respetiva nota de liquidação.

 

As Despesas fixas do agregado familiar contabilizadas são:

a) o valor das taxas e impostos necessários à formação do rendimento líquido;

b) o valor da renda de casa ou de prestação mensal devida pela aquisição de habitação própria e permanente;

c) despesas com transportes, até ao valor máximo da tarifa de transporte da zona residência;

d) despesas com saúde e a aquisição de medicamentos de uso continuado em caso de doença.

 

Poderá ser estabelecido um limite máximo das despesas mensais fixas a que se referem as alíneas b) e d) não podendo esse limite ser inferior ao montante da remuneração mínima mensal garantida (salário mínimo nacional).

 

Aqui ficam os meus cálculos para o ponto 5)

 

RAF = Rendimento Global da Nota de Liquidação do IRS ou soma dos Rendimentos existentes no Anexo A do Modelo 3

 

D = [ do ponto a) ] (soma de Retenções na Fonte + soma de Contribuições + soma de Retenção da Sobretaxa existentes no Anexo A do Modelo 3 ) + [ do ponto b) ] prestação mensal da casa, recibo do mês de Maio + [ do ponto c) ] 0€ pois não tenho despesas + [ do ponto d) ] 0€ pois não tenho despesas.

 

n = 4

 

E com isto o total do RC = 573

 

6 – Como é calculada a comparticipação familiar depois de se ter apurado o per capita?

A comparticipação familiar é determinada com base nos seguintes escalões de rendimento per capita, indexados à remuneração mínima mensal garantida (RMMG), comummente designada de salário mínimo nacional:

 

1.º Escalão - até 30 % do RMMG;

2.º Escalão - >30 % até 50 % do RMMG;

3.º Escalão - >50 % até 70 % do RMMG;

4.º Escalão - >70 % até 100 % do RMMG;

5.º Escalão - >100 % até 150 % do RMMG;

6.º Escalão - >150% do RMMG.

 

A comparticipação é determinada pela aplicação de uma percentagem sobre o rendimento per capita do agregado familiar conforme o quadro seguinte:

RC_tabela.jpg

Atenção que creches IPSS com fins lucrativos podem alterar as percentagens nos escalões. No meu caso tive duas simulações diferentes pois a percentagem do escalão praticada em cada creche era diferente. Nada como pedir para visualizar o regulamento interno da creche. Foi o que fiz e ficou tudo esclarecido.

 

Aqui ficam os meus cálculos para o ponto 6)

Apliquei uma regra de três simples:

557 (salário mínimo nacional) - 100%

573 - x

 

x = 102,87 %

 

Este valor entra no escalão 5 [5.º Escalão - >100 % até 150 % do RMMG]

 

Como estou no 5º Escalão, de acordo com o quadro, na creche iria pagar 32,5% dos 573 = 186,226€.

 

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