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Rosa Affair

Rosa Affair

Diário do nosso dia #2

De há uns dias para cá o ruído desta casa deve estar nos 100 decibéis.

A princesa geocêntrica da família que pensa que é o centro do universo e que tudo o resto gira à sua volta, começou na sua jornada do pré-gatinhar e o pré-andar. Sim! as duas coisas ao mesmo tempo.

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Tudo começa com ela sentada no centro do universo que é o seu tapete onde está rodeada de brinquedos. Entretanto, lembra-se de mandar um brinquedo para 70 cm de distância e aí começa a sua jornada. Joelho ante joelho consegue gatinhar 4 joelhos. Ao quinto joelho, já não consegue coordenar os joelhos com as mãos e cansada, desequilibra-se e como não pode mais com o pescoço manda uma cabeçada no chão. GRITA, aí venho eu ver o que se passa e conforto-a. Uma das vezes, a cabeçada foi valente e o nariz também foi ao chão. Cantei-lhe uma música e coloquei-a novamente no centro do universo. Ainda nem cheguei a sítio nenhum e já ela começou a próxima jornada. Desta vez conseguiu gatinhar 5 joelhos e chegou ao pé do móvel da televisão. Manda a mão ao móvel com esperança de o agarrar. Não consegue, o que resulta numa cabeçada no móvel. GRITA novamente, com um choro mais prolongado. Volto, num passo mais apressado. Conforto-a novamente e explico-lhe que o móvel da televisão não é brinquedo. Sento-a novamente no centro do universo. Vou ao wc e enquanto isso, a exploradora gatinha a cambalear mais um metro e chega ao sofá. Agarra-se e levanta-se! Entretanto, eu que estava a voltar na direção do centro do universo, olho para aquele panorama e corro o mais depressa possível! Não chego a tempo… Pimba, já está… Desta vez uma cabeçada para trás. GRITOU novamente! Pudera, aquilo dói… Agarrei-a, confortei-a, analisei-a, ajudei-a e passou… Foi só o susto. Desta vez deixei-me ficar sentada com ela à espera que o pai regressa-se do trabalho. Já chegava de cabeçadas! Em 7 minutos o pai chegou e a felicidade instalou-se no seu rosto. Contente, mas tão contente, gatinhou em direção dele, eu deixei. Mas mais uma vez passadas 6 joelhadas lá vai a cabeça ao chão… Aqui os gritos deviam ter chegado aos 100 decibéis. Por hoje chega!

 

Há as que sabem e há as outras...

Hoje vou falar de maquilhadoras. Lamento!

Há as que sabem, que nos transformam, que nos poem bonitas, que aprendem e gostam de aprender, que amam o que fazem e sabem o que estão a fazer.

E há outras. As que só fazem aquilo porque sim, para terem o serviço no estabelecimento e que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer.

Uma pessoa com esta profissão deve ter o dom! Dom de saber valorizar o nosso rosto, dom de saber realçar o que temos de bonito, dom de olhar para qualquer rosto e saber exatamente o que fazer para nos por bonitas.

Já muitas das minhas amigas comentaram comigo que foram fazer uma maquilhagem para uma ocasião especial, mas que não gostaram do resultado final.

O mesmo me aconteceu domingo passado. Ao domingo temos que nos limitar ao que há. Marquei, nunca tinha ido lá. Cheguei, esperei e entretanto uma senhora (espécie de maquilhadora) dirigiu-se a mim e pediu-me para “quase” me deitar numa cadeira, tipo de cabeça a olhar para o teto. Perguntou-me a cor do vestido e eu disse cor-de-rosa. Foi buscar a maquilhagem e trouxe-me sombra cor-de-rosa. Desconfiei da cor da sombra (cor igual à do vestido?), mas não disse nada. Começou. Pôs-me um creme que deve ser milagroso e que deve ter as funções todas da maquilhagem, pois foi o único que me colocou. Nas sobrancelhas não tocou e continuou nos olhos. Pôs sombra. No final da sombra, um eyeliner líquido apenas na parte superior do olho. Olhei para o espelho e não gostei. Disse-lhe que achava que o eyeliner líquido como é muito carregado não me ficava bem! Ela chateada foi buscar um cotonete para tirar. Tirou o que estava na parte de cima do olho (pálpebra), pois a que se tinha entranhado no sítio onde nascem as pestanas (acho que se diz cílios) nunca mais saiu dali e substituí o eyeliner liquido por um lápis. Menos mal, mas mesmo assim ficaram os resíduos do eyeliner liquido que se notavam perfeitamente. Resmunguei outra vez. Disse-lhe que achava que o risco que fez devia de ser esbatido e ela argumentou a dizer que não podia esbater porque depois no final do dia não se notava nada. Pôs rímel. Em relação aos olhos não fez mais nada, nem tentou abrir o meu olhar. Pôs um pouco de blush e de gloss e tá feito! Perguntou se estava bom e argumentou “se não está bom diga!”

Eu não disse. Levantei-me, paguei e vim embora a lamentar o dinheiro que dei por aquele serviço. Saí com vontade de chegar a casa e tirar tudo e ser eu própria a refazer. Saí com vontade de voltar e dizer-lhe que ela escolheu mal a profissão. Saí com vontade de chorar. Saí porque já estava atrasada para um dia muito importante. Saí, mas saí feia e não foi para isso que paguei!

 

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