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Rosa Affair

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Hoje amuei contigo

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Filha, passaste o dia a choramingar. Após a sesta não quiseste lanchar sem a televisão ligada. Não fiz o que pediste. Não liguei a televisão. Ignorei-te. Tirei-te da cadeira calmamente e deixei-te chorar. Deixei-te sozinha na cozinha e vim para a sala. Sentei-me no chão à tua espera. Levas-te muito tempo até perceberes que eu não ia voltar atrás. E não voltei. Vieste, sentaste-te ao pé de mim. Limpei-te as lágrimas e tentei outra vez. Começou tudo de novo. Desta vez deixei-te na sala e voltei à cozinha. Decidi eu ir lanchar calmamente. Voltaste. Sentei-te na cadeira. Dei-te uma colher. Irritada, gritaste e mandaste-a para o chão. Ignorei-te novamente. Pedi que te acalmasses e esperei. Esperei uns longos vinte minutos para conseguir chegar até ti sem te irritares comigo. Às vezes deixas-me amuada.

 

Imagem daqui

Pelos olhos de uma voluntária

Este fim-de-semana decorre mais uma recolha de alimentos pelo Banco Alimentar Contra a Fome. Muitos não sabem que o voluntariado nestes dias é muito mais do que aquilo que vêm nos supermercados. A recolha de alimentos nos supermercados é uma das peças fundamentais neste dia. Mas, após esta recolha, há uma grande equipa de voluntários que carregam os alimentos nas suas carrinhas e os trazem para os armazéns do Banco Alimentar.

Depois é aqui que eu entro. Eu fiz-me voluntária no armazém. Em poucos minutos percebi o que tinha de fazer. O que não sabia, vi-a e aprendia. Os veteranos vão dando dicas. Assim que chega uma carrinha, os alimentos são pesados e despejados em cima de mesas. Em cinco minutos os voluntários agarram em todos os alimentos, retiram-nos dos sacos, separam-nos por peso, tipo e data de validade, embalam-nos consoante as instruções de cada alimento, colocam-nos em paletes, retiram o lixo para a reciclagem e começam tudo de novo, vezes e vezes sem conta. Quando cheguei, o armazém estava vazio. Quando saí, percebi que são precisos dez vezes mais alimentos dos que já tinham sido armazenados para encher o armazém.

Muitos voluntários são adolescentes e crianças. Todos têm o seu papel, todos são bem recebidos e todos temos o mesmo propósito: ajudar. Este é um dos valores que pretendo passar para a minha filha. Assim que ela tiver idade, lá estaremos, as duas, para dar o nosso contributo. Enquanto isso não acontece, serei eu a fazer o papel de voluntária.

Hoje parece que me passou um camião por cima. Tudo por uma boa causa.1046.jpg

Banco Alimentar

 

O ritmo de aprendizagem

Temos em casa um livro da editora Yoyo que se chama o Bernardo & Filipa na Escola. Comprei-o porque a minha B. gosta muito de desfolhar livros. Numa primeira fase ela só os desfolhava e acabava por rasgá-los todos. Este chamou-me à atenção porque tem uma capa e folhas grossas o que, deduzi eu, ela não o iria conseguir rasgar. Já o desmembrou todo. Está todo colado com fita-cola, mas é este que ela gosta.

É impressionante o ritmo de aprendizagem destes bebés.

Inicialmente ela apenas o desfolhava. Agora, além de o desfolhar, aponta para os elementos que ela conhece e faz os sons. Aponta para a campainha da escola e faz “trimmmm”, aponta para o gato e diz miau, aponta para o relógio e diz tic tac, aponta para os pássaros e faz piu piu, aponta para o peixe e diz glu glu. Descobriu também na última página que o Bernardo e a Filipa estão a fazer “óh óh” e aponta para a cama. O livro é enorme e rico em imagens de elementos que todos os dias ela visualiza e aprende. Percebo agora o porquê de ser este que ela desfolha tantas vezes.

Sei que da mesma coleção existem também O Pedro & Rita no Dia a Dia, O Gonçalo & Joana nas Férias e o João & a Sofia na Quinta. Encontrei-os à venda na Fnac e na Bertrand, mas os mais baratos encontrei-os no Continente.

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