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Rosa Affair

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Os nossos pensamentos estão online

Estamos numa era em que nem os nossos pensamentos estão a salvo. Nós transmitimo-los diretamente para o mundo. Não somos capazes de viver sem o mundo digital e isso além de nos transmitir muita informação, também nos coloca numa situação muito vulnerável.

 

Quantos de nós, quando temos uma coisa em mente, mesmo que seja só nossa, a primeira coisa que faz é digitá-la num motor de busca à espera que ele nos dê todas as respostas ou pelo menos nos encaminhe para uma possível solução? Todos. Todos o fazemos…

O nosso espanto quando por acaso pesquisamos por férias e de repente é só ofertas de férias em cada janelinha de cada página que nós visitamos. E até dá jeito. Olha que promoção tão jeitosa! O mesmo quando pesquisamos por roupa, por um presente, por carros, por receitas, por relógios, por telemóveis, por tudo. Aquele vestido que cliquei ainda há cinco minutos no site da Spartoo, agora persegue-me por todo o lado! Como é que é possível?

O que acontece é que cada palavrinha está a ser registada e será processada para ser utilizada em publicidade direcionada.

 

Se consultarem a página do Adsense, que é um serviço que gere a publicidade do Google, eles têm uma parte que diz:

 

"Podemos exibir anúncios para você com base em muitos fatores, incluindo:

Tipos de websites que você acede e aplicativos para dispositivos móveis que possui no seu dispositivo;

O cookie da DoubleClick no seu navegador e suas configurações de anúncios;

Websites e aplicativos que você acedeu e que pertencem a empresas que anunciam no Google;

Sua atividade em outro dispositivo, caso você tenha feito login na Conta do Google anteriormente usando outro dispositivo;

Interações anteriores com os anúncios ou os serviços de publicidade do Google;

Seu perfil do Google, incluindo atividades no YouTube e no Google+;

 

Nós não fazemos o seguinte:

Associar seu nome ou informações de identificação pessoal ao cookie da DoubleClick sem seu consentimento;

Associar um identificador de cookies ou tecnologias semelhantes a categorias sensíveis, como aquelas que se baseiam em raça, religião, orientação sexual ou saúde;

 

Não se assustem se enviarem um e-mail com um assunto e de repente começam a deparar-se com esse tema em tudo o que são sites que acedem. O Google também tem ferramentas que acedem ao conteúdo dos nossos e-mails e através de algoritmos calcula que anúncios nos deverão ser mostrados.

Conforme há o Google, há outros a fazer isto, e talvez muitas pessoas à caça de dados muito importantes como pins, números de cartões de crédito, logins, passwords, etc etc… Nem nos vossos pensamentos deverão enviar um e-mail com estes dados a ninguém, nem digitá-los num chat tipo o chat do facebook ou mesmo no skype!

 

Esta era do digital começa a assustar. E é o que neste mundo está a evoluir mais rapidamente. Quando me vejo daqui a 30 anos, penso numa aplicação tipo Google Life a dizer-me "você está aqui", "esta é a sua casa", "esta é a sua familia", "estes são os seus pensamentos", "estas são as suas preocupações", "estas são as suas memórias"...

 

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A luta pelas sestas no carrinho

Parece que existem muitos miúdos por aí que pertencem ao nosso clube, sendo que deixei de me sentir tão sozinha neste mundo de luta por sestas no carrinho. Deixo-vos aqui relatos de duas mães que experienciaram com os seus filhos as mesmas situações que eu. O meu objetivo é que as mães deste país partilhem por aqui ou na página do facebook como resolveram este problema, podendo também obter aqui alguma informação:

 

"A minha bebé de 2 meses, agora está a dormir bem durante a noite e faz boas sestas durante o dia. Estou muito feliz por isso. Eu costumo estar muito tempo em casa. Ela dorme o tempo necessário para a sua idade. O problema é que ela não sabe adormecer na cadeira do automóvel ou no carrinho. Eu penso que o problema é que ela está tão habituada ao seu quarto que qualquer barulho ou distração de um restaurante ou supermercado não a deixa adormecer. Às vezes ela adormece no automóvel, mas nós vivemos numa vila pequena o que não nos dá tempo suficiente para adormecer entre o ponto A e B. Existe alguma forma de ela aprender a dormir no seu carrinho?"

 

"A Margarida costumava gritar sempre que saiamos e eu esperava que ela dormisse na sua cadeira do carro ou no carrinho.

Olhando agora para trás, eu penso que ela ficava excitada com as luzes, pessoas e coisas para olhar. Eu tentei cortar-lhe essa estimulação e comprei uma cobertura para o carrinho para que não houvesse nada para olhar e ajudou. Optei por uma cobertura de cor sólida. Em três meses ela ajustou-se. Difícil agora é que ela não durma no carrinho"

 

Na realidade sinto que a minha pequena se enquadra mais no segundo relato. Ela sempre saiu comigo para todo o lado e mesmo pequenina (a partir dos 3 meses) lembro-me perfeitamente que ela ficava excitadíssima com as luzes e com tudo o que tinha para ver e assimilar. Agora com a idade que ela tem é muito difícil colocar-lhe uma coberta para que ela durma. Já o deveria ter feito mais cedo. Portanto, acabo sempre por planear os meus dias de forma a que haja um sítio onde ela possa dormir a sesta depois do almoço. Agora já só dorme uma sesta. Se precisar de sair à noite e quiser demorar mais um pouco tenho que arranjar alguém que fique com ela.

 

#omeubebenaodormenocarrinho

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O meu bebé não dorme no carrinho. Imagem daqui

Isto é assim: os miúdos são mesmo chatos!

Uma pessoa vai de férias e não pode ir ao mar tomar a banhoca anual porque a cria decide que a água é muito fria e grita só de lhe tentarem molhar os pés. Depois de muito insistência da minha parte, isto é, após dois dias a tentar explicar-lhe que chapinhar na água do mar é giro, ela lá começa a gostar e a divertir-se imenso.

 

Nos dias seguintes vou para a praia e quero estar descansada na toalha e não consigo! Para mim, ir ao mar é só de vez em quando e não pode estar frio. Vai que a rapariga se lembra que eu lhe ensinei que afinal chapinhar é bom e não me deixa estar cinco minutos que sejam na toalha.

 

Moral da história: Não insistir com os miúdos nestas coisas. Se não fosse este ano, ia para o ano. Agora tenho que a aturar… Bem feita! #mãetotó

 

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Imagem daqui

A Maria das Bolas (e não são de Berlim)!

A minha B. tem uma fixação por bolas. Para ela as bolas não podem andar por aí sem dono. Assim que vê uma bola parece que o mundo dela se ilumina. Corre o mais depressa possível, atropela tudo se for necessário, até a apanhar. Inicialmente queria as bolas todas para ela. Agora já sabe que não pode ser e então o objetivo é entregá-las ao respetivo dono. Bolas sem dono não existem neste mundo e ela não percebe porque é que os meninos não guardam as suas bolas religiosamente como ela faz com as dela. Se os meninos põem a bola no chão, lá vai ela a correr dizer-lhes que a deixaram cair. Agarra-a e entrega-a nas mãos deles. Os meninos acham-na aborrecida e eu farto-me de rir… Não posso sair de casa sem uma bola. A birra é certa se ela vê alguém com bola e eu não tenho nenhuma para ela. A minha maria das bolas…

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