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Rosa Affair

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Liguei para o centro de saúde!

CS: - Bom dia.

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Eu: - Bom dia, gostaria de tirar uma dúvida.
CS: - Então diga.
Eu: - Estou grávida e gostaria que o meu médico de família me passasse a isenção. Como faço.
CS: - Hummmm.... Espero um bocadinho que vou perguntar à minha colega.
Eu: - Está bem, eu espero.
CS: - Olhe quem é o seu médico?
Eu: - É o Dr. xpto.
CS: - Ah! Para esse médico tem que vir a uma consulta.
Eu: - Está bem, então marque-me uma consulta, se faz favor.
CS: - Hummmm... Para esse médico não se podem marcar consultas, já está tudo marcado!
Eu: - Como assim? Estou grávida e não posso marcar uma consulta para o meu médico de família?
CS: - Não.
Eu: - Então como faço?
CS: - Tem que vir às vagas...
Eu: - Então e se for e não houver vaga?
CS: - Depois isso logo se vê.
Eu: - Muito bem, obrigada!

Já estava à espera disto. Desta vez não me irritei, não foi tão mau como na minha primeira gravidez, que grávida de 36 semanas estive 3 horas à espera para ser consultada, apenas para o médico me passar baixa. E pronto é isto o nosso Sistema Nacional de Saúde! Mas mesmo assim não me posso queixar muito. O meu médico é muito bom, valha-me isso.

Imagem daqui

Encontro-me em estado de (des) graça

O "estado de graça" de que tanto falam existe mesmo. Eu senti-o na minha primeira gravidez. É verdade que andei 9 meses com enjoos e tive muita azia, mas vivi tudo num estado de felicidade intensa. Já vos tinha contado que quando a minha filha nasceu apetecia-me enfiá-la novamente na minha barriga só de saudades de toda a mistura de sentimentos que vivi. Sabia que queria outro filho e imaginei os mesmos sentimentos. Mas não! Esta gravidez tem sido completamente diferente e o meu sentimento é de um grande estado de desgraça. Não porque esteja a correr mal com o bebé, mas porque além dos enjoos desde as 6 semanas, ando o dia todo num mal-estar constante.

 

Andei duas semanas assim (e a trabalhar) até que tive que recorrer à medica e dizer-lhe que já não aguentava mais esta má disposição. Sentia-me doente 24h por dia. Houve quem me dissesse para ir para casa dormir que a dormir não sentia. Mas muito pelo contrário, mal se consegue dormir neste estado, apenas rebolar! Felizmente, a médica atendeu as minhas preces e pôs-me então a tomar 3 nausefes por dia. E realmente ajudou, mas não na totalidade. Continuo a ter más disposições e tenho sempre um grande buraco na barriga porque nada do que como me sabe bem. Exceto o queijo, deixei os lacticínios por completo. Se algum alimento me deixar maldisposta, tenho a certeza que nos próximos meses não irá ser ingerido novamente. O meu estômago parece que tem memória seletiva e de uma mistura de alimentos, se um não está bem, tem que sair imediatamente. É como comer uma salada de fruta que é toda absorvida, exceto as uvas. Essas têm que sair (isto já me aconteceu). Bye bye uvas, vemo-nos daqui a um ano!

 

A doutora ainda me sugeriu ir fazer um tratamento ao hospital, mas primeiro eu quis experimentar a medicação. Nas duas semanas mais complicadas pensei mesmo que se por alguma razão a gravidez não fosse para a frente, não tinha a certeza se mais alguma vez queria passar por isto, tal era o desespero. Ainda não estou a 100 %, mas um pouco melhor. Com esta medicação, pelo menos consigo trabalhar e o trabalho sempre ajuda a passar o tempo e a sentir-me um pouco menos miserável.

 

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Imagem daqui

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