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Rosa Affair

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A sensação de estar quase, mas ainda faltar muito

É nesta sensação que estou desde as 30 semanas. A verdade é que esta gravidez foi muito penosa para mim. E acho mesmo que com este barrigão, só agora às 35 semanas é que me tenho sentido uma pessoa normal (dentro do possível para uma grávida).

 

Senti que os médicos não me ouviam. Queixei-me muitas vezes de ter muita tosse e só me diziam para beber chá de mel e limão, xarope de cenoura, água e o raio que os parta e nada resultava. Não sabia mais o que fazer para me livrar da tosse (foram meses atrás da minha obstetra, médico de família, médico da empresa e até uma vez no hospital). Até o dia em que tive a feliz ideia de consultar um pneumologista.

 

Para uma grávida, tosse é igual a incontinência. E tosse, incontinência e enjoos são uma mistura explosiva. Trabalhei até hoje, mas é difícil trabalhar assim e esconder todos estes sintomas como se eu fosse a grávida mais feliz do mundo. Não era e não estava. Muitas vezes ia à casa de banho e só saia de lá quando estava recomposta. Lavei a cara muitas vezes.

 

Agarrei em todos os exames, análises e rx antigos e fui ao pneumologista. O alivio que senti quando o médico disse - tem asma.

 

O médico deu um nome ao que eu tinha, nem queria acreditar.

 

Tudo fez sentido a partir daquele momento. O médico explicou-me que para 30% das mulheres que têm asma, esta piora durante a gravidez. Apesar de todos os sintomas de gripes, constipações, tosses e afins antes da gravidez, nunca me tinham dado este diagnóstico. E foi precisamente devido a isso que andei um pouco perdida.

 

Depois de devidamente aconselhada, perceber os riscos para o bebé, etc, comecei a fazer uma bomba super fraquinha que melhorou em muito a minha qualidade de vida.

 

E agora aqui estou eu, com a sensação de estar quase, mas ainda faltar muito. Com muita pena minha, não consegui aproveitar a gravidez como eu queria. Mas a fase melhor ainda aí vem. A miúda está para breve .

Sinto-me muito grávida

Comparo a minha barriga a uma bola de Basket, mas com o peso de uma bola de Bowling, sinto-me pesada e sinto que tudo em mim está comprimido para permitir que a cria nade à vontade e passe a vida às cambalhotas e aos pontapés. Continuo a ter estômago de passarinho, agora reduzido ao tamanho de um limão pequeno. Faço tudo o que ele manda e fico super aborrecida quando ele me trai! Fico cheia e embuchada rapidamente, não cabe quase nada e há coisas que já desisti de comer definitivamente. É que não dá! Mesmo assim essa criatura chamada estômago consegue surpreender-me quase diariamente e lá vai mais um ou outro alimento que entra na minha lista-negra-de-alimentos-a-não-comer-enquanto-grávida.

 

Não tenho conta ao número de laranjeiras que já dizimei desde que estou grávida. Se há coisa que não me vou esquecer é isto. As laranjas foram as minhas maiores aliadas nesta gravidez. Quando nada fica para aconchegar a criatura, eis que uma laranja resolve tudo.

 

E diariamente me perguntam “isso deve estar quase” e eu sempre respondo “não, ainda falta”. E por muito que isso me custe, é isso mesmo que eu quero, que falte muito, que falte o tempo que resta para ter um bebé de termo. E por isso não desisto. Vou trabalhar enquanto der e faço a minha vida normal enquanto conseguir. Estar em casa faz-me comer mais, logo engordar mais. Apesar de ter oito quilos de barriga, tenho apenas quilo e pouco de bebé e por isso mesmo não tenho pressa. Aí é que estás bem, quentinha e protegida.

 

É verdade que já noto que tenho um andar esquisito. Parece que tenho que balançar o corpo para ver se as pernas andam mais rapidamente. Tipo andar à bêbado. Andar a passo rápido também já não é comigo. Quando a minha filha me faz fazer um sprint, passo a noite com dores esquisitas, que não consigo perceber o que são. Depois passam, é só cansaço.

 

Passo a noite quase toda a dormir de barriga para cima, coisa que não suportava na primeira gravidez. Dizem que não se deve fazer e eu não consigo dormir de outra forma. Estou de lado enquanto acordada, mas quando adormeço coloco-me de barriga para cima e acordo assim. Acho que a médica vai bater-me na próxima consulta. A ver vamos...

Quero isto e muito mais

Amo bebés. É isso mesmo, amo bebés. Este fim de semana estive com um bebé ao colo e fez-se click. Nem acredito que daqui a umas semanas vou ter provavelmente o que será o meu último bebé. E a fase de bebé passa tão rápido e eu quero lá estar o máximo possível. Sinto-me mais preparada, mais calma e espero que isso se reflita nesta pequena que não para quieta nem um segundo. Ao contrário do que aconteceu com a minha primeira filha, quero emocionar-me desde o primeiro minuto. Quero o meu marido ao meu lado, nem que seja para lhe apertar a mão com bastante força. Quero estar presente quando a minha filha vir a irmã pela primeira vez, quero registar o momento e explicar-lhe tudo com a maior das alegrias. Quero isto, quero muito mais e quero tudo a que tenho direito por ser provavelmente a última vez que vamos embarcar numa viagem tão emocionante.

 

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Imagem daqui

 

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