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Rosa Affair

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Coisas que a maternidade mudou na minha vida #1

A minha filha é a melhor coisa do mundo, os momentos mais felizes da minha vida são com ela e não consigo imaginar os meus dias sem esta pequena pirralha. Mas por ela e por todas aquelas coisas boas que passamos, algumas coisas mudaram na minha rotina diária:

 

Ver televisão: boa prática ou não, definitivamente a televisão deixou de ser nossa (minha e do meu marido) e passou a ser dela. Mesmo quando ela não está em casa ou está a dormir, muitas vezes a televisão está ligada nos desenhos animados sem darmos conta.

 

Almoçar / Jantar sem ser interrompida: impossível. Primeiro tenho que lhe preparar o jantar e quando estou a começar a comer, já ela terminou a sopa. Entretanto, passa com as mãos cheias de sopa no cabelo, depois quer água e eu ainda tenho que lhe ir limpar as mãos e o cabelo. A seguir quer comer o que está no meu prato, entretanto manda o arroz para o chão, depois quer água outra vez, a seguir tenho que lhe descascar a fruta, depois quer sair e eu ainda eu nem comecei a comer. É impossível eu ter uma refeição descansada seja onde for.

 

Fazer uma viagem de carro sem distrações: praticamente impossível, a não ser as raras vezes que ela adormece, que é quase nunca. Ou quer a bola, ou quer o bebé, ou quer o livro, ou deixou cair alguma coisa, ou chama por mim, ou chama pelo pai normalmente quando estamos a conversar entre os dois. Já tive que parar o carro umas quantas vezes porque ela estava tão irritante que não me deixava conduzir com atenção.

 

Andar com roupa limpa: nunca. Não consigo. Impressionante! Como é que é possível estes miúdos se sujarem tanto e levarem as mães por arrasto? Um dia destes fui levá-la à escola e para ela não cair, encostei a minha perna a um muro e as minhas calças ficaram cheias daquela coisa verde das ervas. Tive que voltar atrás para mudar de roupa e aquilo não saiu na máquina de lavar! Já para não falar de todas as outras coisas que eles limpam às nossas camisolas. Xixis e cocós quando estão a transbordar da fralda e nós os temos que os agarrar ao colo, comer, leite, ranho, choro, baba, leite azedo, …, …, …, por vezes até fazemos de toalha de banho, quando eles insistem em não sair da banheira e nos molham todas, parecemos um pato.

 

Fazer coisas quando me apetece: não dá. Tenho sempre aqui uma carraça que não desgruda. Faço quando ela deixa. Ou é porque tem sono, ou porque tem fome ou simplesmente porque só quer estar na rua ou porque insiste em não dar a mão quando andamos por aí. Ou porque sou mesmo eu que não me apetece levá-la para não lidar com os dramas de uma "piquena" de 23 meses. Aqui as coisas que quero fazer são planeadas com alguma antecedência. Ou então tenho que levar o marido por arrasto para tomar conta dela.

 

Ficar mais um pouco na ronha: assim que ela acorda, toda a gente eu acordo. Principalmente porque ela agora não tem outra palavra na boca a não ser mãe e também porque o pai nunca a ouve (ou finge não ouvir). Normalmente à sesta, quando finalmente termino o que tenho para fazer, e estou para me sentar, ela acorda. E estando acordada, está sempre a pedir a mão para a ajudarem em tudo. No final do dia de trabalho também não dá. Já saímos sempre tarde e a más horas e não é bom deixá-la mais tempo na escola.

 

Ir ao WC descansada: o raio da miúda parece que tem um "localizador de mãe" dentro dela. É impressionante que me descobre sempre na casa de banho (e em todo lado da casa) e não sai de lá enquanto eu não sair. Não é que eu me importe, era só para poder respirar três minutos ☺

mana wc with baby1.png

 

Ter sempre refeições prontas: jantamos mais ou menos sempre há mesma hora, mas quando lhe dá a fome e o jantar não está pronto, há lá mulher para esperar? Não. Esperar com fome não dá. Jamais. Convém ter sempre qualquer coisa pronta, antes que lhe dê uma sulipampa nervosa (a ela e a mim)…

Imagem daqui

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