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Rosa Affair

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Comparar ou não comparar? eis a questão!

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Desde que os nossos filhos nascem, nós pais passamos a ter um novo primeiro nome: Comparar. Melhor! Ainda antes de saber que um dia iremos ser pais, já o nosso subconsciente está preparado para comparar. Mal nós sabemos que essa palavra passará a fazer parte do nosso dia-a-dia após o nascimento dos nossos filhos!

Antes de sermos pais já começamos a preparar o nosso cérebro. Assim que nasce um bebé seja da família ou de amigos, as perguntas da praxe permanecem na pontinha da nossa língua prontinha a desenferrujar assim que temos oportunidade: Então e nasceu com que peso? Foi parto normal ou cesariana? Quanto tempo demorou o parto? ...

Mas isto é só o início. Assim que temos os nossos filhos tudo isto se acentua.

Primeiro, dão-nos um livrinho chamado boletim de saúde infantil, onde apontam tudo. Começam por apontar quanto durou a gravidez, tipo de parto, se levou epidural ou não, peso ao nascer, comprimento, perímetro cefálico, índice do apgar (índice do quê?), contacto pele com pele e aleitamento materno pelo menos durante a primeira hora de vida, vacinas, rastreio auditivo, etc… Depois todos os meses apontamos pesos, alturas e perímetros cefálicos e começam a preencher gráficos idade/peso, idade/comprimento e idade/perímetro cefálico…

Isto é suficiente para dar tema de conversa a todas as mães, eu incluída para o resto da vida. Passamos horas a comparar os filhos, principalmente com as outras mães que tiveram os filhos na mesma altura. Então e em que percentil está a tua? Já pesa 10kg? E quanto mede? Nasceu grande a miúda! Ou nasceu pequenina, mas irá chegar onde chegam os grandes… Aguentaste até às 41 semanas? A minha nasceu com 38 e já me sentia a rebentar…

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Isto não para por aqui, continua… Já tem quantos dentes? O meu já dorme a noite toda e já calça o tamanho 23. Que giro, o meu começou a andar aos 9 meses mas tem um pé muito pequenino. Já diz papá e mamã e entretanto começa a cantar o hino nacional. Já vou com a minha à piscina desde que ela fez 3 meses. Com o meu faço da banheira uma piscina e depois pago na conta da água… O meu com 12 meses já comia sozinho! E largou a fralda aos 15 meses, nem foi preciso ensinar…

Bom, isto tudo para dizer, que eu pecadora me confesso e também ando sempre a comparar a minha piquena. Nós pais gostaríamos que os nossos filhos fossem o melhor em tudo. Mas neste meu pequeno percurso de maternidade, já reparei que raramente o nosso bebé é o primeiro ou melhor em alguma coisa. Nunca é. O nosso bebé irá aprender ao seu ritmo e haverá sempre os que serão mais despachados e ainda bem que assim o é… Mesmo para os que são mais despachados que o nosso, haverá ainda outro mais despachado que esse…

Portanto queridas mães, enquanto comparar ajudar o nosso ego, iremos continuar até ao dia em que os nossos filhos saírem das nossas asas. E mesmo assim não sei se irá parar por aí. Irá chegar a altura em que estaremos todas a comparar a profissão dos nossos filhos e a ver quem tem netos primeiro…

Boa noite!

Imagens daqui e daqui.

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