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Rosa Affair

Rosa Affair

Esta aldeia devia de desaparecer do mapa!

Estou de lágrima no olho!


Como é que alguém no seu perfeito juízo agarra num gato, coloca-o num recipiente, ata-o a um poste e ateia-o, deixando assim o animal a sofrer e arder até o recipiente cair no chão e partir-se?
Mais! Como é que uma população inteira faz uma coisa destas e ninguém, mas ninguém denuncia esta violência, sendo necessário colocarem um vídeo nas redes sociais para este ritual ter sido denunciado?
Pior, quem foi o grande-animal-estupido-e-ignorante (só para não estar a chamar um valente nome à sua excelentíssima mãe) que ofereceu um gato para cumprir esta tradição?


Pois fiquem a saber que as pessoas que concordam com isto deveriam ser submetidas precisamente ao mesmo ritual. Atavam-nas a um poste dentro dum recipiente, colocavam o poste a arder e só deviam sair de lá após ter sofrido 100 vezes mais que o animal.


E ainda se riem, se divertem e como se não fosse nada dizem “nunca morreu nenhum gato”, “o último está bem”, “há três ou quatro anos que é (usado) o mesmo gato”, “a dona foi busca-lo, tratou-o e está bem” e “queimou um bocadinho do pelo”.
Manter tradições? Chamam a isto manter uma tradição? Ensinar aos filhos e netos uma barbaridade destas? Ainda dizem que estamos perante uma geração rasca. Parece-me a mim que a geração destas pessoas ignorantes é que pode ser apelidada deste nome. Uma geração que não progride, que não consegue perceber que a tradição já não é o que era, que não consegue evoluir e encontrar uma nova forma de trazer divertimento para a aldeia. Esta sim é uma aldeia que devia de desaparecer do mapa!


E ainda vem o filho do grande-animal-estupido-e-ignorante fazer este comentário relativamente ao artigo feito pelo observador.


“Bem! Eu sou do Mourão. Tenho 53 anos e desde sempre vi a tal “queima do gato”, nunca vi nenhum gato queimado, pelo menos nessa atividade. Outros gatos se vão queimando por meterem o rabo e o focinho onde não devem… E outros falam do que não sabem… Não defendo a tradição por achá-la um pouco bizarra, mas gato a arder??!!! Gato queimado!!??? Caramba que o jornalista soube puxar pelas paixões da alma de quem lê. O meu testemunho é o seguinte: A minha mãe tinha uma gata – a pantufa- que era um amor de gata. Gata de aldeia, claro, boa rateira, boa parideira (várias ninhadas por ano) e muito meiga. Como era dócil e fácil de agarrar pela rapaziada que se encarrega de “arranjar” o gato, foi muitas vezes a vítima da “queima”, pois bem, nunca a vi ardida ou chamuscada e morreu… de velha!!!
Quanto ao resto e aos arrepios de gente que, às tantas nunca teve um gato – acho que deveriam informar-se melhor e não se excitarem tanto com notícias sensacionalistas e bastante falseadas. A justiça deve investigar, ouvir, decidir e …examinar o gato que foi sacrificado. Aos antropólogos deixo as explicações da coisa que me parece bastante antiga e tem a ver com os rituais do solestício de Verão, tal como a fogueira de Natal com o de inverno.”

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