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Rosa Affair

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Há as que sabem e há as outras...

Hoje vou falar de maquilhadoras. Lamento!

Há as que sabem, que nos transformam, que nos poem bonitas, que aprendem e gostam de aprender, que amam o que fazem e sabem o que estão a fazer.

E há outras. As que só fazem aquilo porque sim, para terem o serviço no estabelecimento e que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer.

Uma pessoa com esta profissão deve ter o dom! Dom de saber valorizar o nosso rosto, dom de saber realçar o que temos de bonito, dom de olhar para qualquer rosto e saber exatamente o que fazer para nos por bonitas.

Já muitas das minhas amigas comentaram comigo que foram fazer uma maquilhagem para uma ocasião especial, mas que não gostaram do resultado final.

O mesmo me aconteceu domingo passado. Ao domingo temos que nos limitar ao que há. Marquei, nunca tinha ido lá. Cheguei, esperei e entretanto uma senhora (espécie de maquilhadora) dirigiu-se a mim e pediu-me para “quase” me deitar numa cadeira, tipo de cabeça a olhar para o teto. Perguntou-me a cor do vestido e eu disse cor-de-rosa. Foi buscar a maquilhagem e trouxe-me sombra cor-de-rosa. Desconfiei da cor da sombra (cor igual à do vestido?), mas não disse nada. Começou. Pôs-me um creme que deve ser milagroso e que deve ter as funções todas da maquilhagem, pois foi o único que me colocou. Nas sobrancelhas não tocou e continuou nos olhos. Pôs sombra. No final da sombra, um eyeliner líquido apenas na parte superior do olho. Olhei para o espelho e não gostei. Disse-lhe que achava que o eyeliner líquido como é muito carregado não me ficava bem! Ela chateada foi buscar um cotonete para tirar. Tirou o que estava na parte de cima do olho (pálpebra), pois a que se tinha entranhado no sítio onde nascem as pestanas (acho que se diz cílios) nunca mais saiu dali e substituí o eyeliner liquido por um lápis. Menos mal, mas mesmo assim ficaram os resíduos do eyeliner liquido que se notavam perfeitamente. Resmunguei outra vez. Disse-lhe que achava que o risco que fez devia de ser esbatido e ela argumentou a dizer que não podia esbater porque depois no final do dia não se notava nada. Pôs rímel. Em relação aos olhos não fez mais nada, nem tentou abrir o meu olhar. Pôs um pouco de blush e de gloss e tá feito! Perguntou se estava bom e argumentou “se não está bom diga!”

Eu não disse. Levantei-me, paguei e vim embora a lamentar o dinheiro que dei por aquele serviço. Saí com vontade de chegar a casa e tirar tudo e ser eu própria a refazer. Saí com vontade de voltar e dizer-lhe que ela escolheu mal a profissão. Saí com vontade de chorar. Saí porque já estava atrasada para um dia muito importante. Saí, mas saí feia e não foi para isso que paguei!

 

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