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Rosa Affair

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Será que não havia outra forma?

Não entendo juro. Como é que um médico trata um bebé à força bruta como se tivesse a colocar-lhe um colete-de-forças para o levar para um manicómio e não faz um mínimo de esforço para o evitar?

Hoje a B. caiu na creche e tive que ir com ela com hospital. Não fui ao hospital público. Por recomendação da educadora, fui a um hospital privado por causa do seguro da creche. Não foi nada de mais, foi só um arranhão por cima do olho e nem precisou de pontos. Foi só um pensinho na ferida…

Posso dizer que esperei muito tempo para ser atendida ao ponto que a minha filha já choramingava e estava rabugenta na sala de espera quando nos chamaram…

Entrámos e a médica levou-nos à enfermagem. Tentei explicar-lhe que por outras experiências que tivemos anteriormente, quando ela começa a chorar, já nunca mais para. Não há pai, nem mãe, nem ninguém que a consiga acalmar. Ela é assim e ponto final. É minha filha e eu conheço-a melhor do que ninguém.

Nem sei se me ouviu.

Ouvi a doutora dizer à enfermeira “deite-a na maca para desinfetar a ferida”. Eu estava com ela ao colo e insisti. Perguntei se não dava para ela ver a ferida com a B. sentada ao meu colo, porque deitá-la na maca iria desencadear um ataque de choro interminável.

Não, tem de deitá-la. Contrariada, assim o fiz...

Agora imaginem um bebé de 14 meses rabugento, a ser agarrado por um desconhecido, deitá-lo na maca e agarrar-lhe as pernas e os braços com uma força que parecia que estavam a atá-la com umas cordas para nunca mais se poder mexer.

Começa o que eu previa - o choro incontrolável - e a médica para a deixar ainda mais quieta, quase que se deita em cima dela enquanto a enfermeira desinfeta a ferida e lhe coloca o penso.

Aquilo caiu-me tão mal que já passaram umas boas horas e ainda estou sentida com a médica. Aquela imagem não me sai da cabeça e jurei que nunca mais punha os pés naquele hospital. Eu sei que se calhar estou a exagerar, mas quando mexem com os meus, mexem comigo…

Já fiz um esforço para relativizar o assunto e tentei colocar na minha cabeça que aquilo é o procedimento habitual do pessoal médico. Mas será que tinham que partir para uma solução radical sem primeiro tentar outras? Será que na profissão de médico é necessário por o coração de lado e ser insensível ao ponto de por o meu bebé neste estado?

Só sei que a minha filha chorou, berrou, chorou ao ponto de a senhora da receção me mandar embora e pedir para lá ir pagar noutro dia. Só parou o choro com o andar do carro a caminho de casa e mesmo assim chegou a casa ainda a soluçar.

Dammit!

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