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Rosa Affair

Rosa Affair

Aqui está uma mãe de coração cheio

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Querida filha,

 

A mãe está de coração cheio. Três anos foram suficientes para ouvir da tua boca tudo o que uma mãe precisa de ouvir para ficar com uma felicidade imensa. - Mãe, mas eu gosto muito de ti. Fez-se silêncio, estávamos sozinhas. No momento seguinte nem me consegui lembrar do que eu te disse para tu te justificares dessa forma. Mas estas são palavras que nunca vou esquecer. Palavras sentidas, genuínas de uma inocência pura.

 

Ainda na mesma semana ouvi uma nova frase que nunca pensei que iria ouvir de ti. - Mãe, posso dormir no teu colo? Eu disse – sim, claro que podes – e fez-se silêncio novamente. Tentei recordar todos os momentos em que não o quiseste fazer. São muitos, muitos e muitos. Recordei o único momento em que adormeceste no meu colo de cansaço e depois olhei para ti a aconchegares-te e pensei – Estou a fazer tudo certo!

 

 

 

 

 

Imagem daqui

Meu querido mês de Agosto, mas porque és tão ventoso?

Re-post

Novamente este ano, onde está aquele Agosto de calor infernal que não nos deixa dormir de noite? Que nos leva a fazer um passeio agradável após o jantar e a beber um café numa esplanada à beira mar? Aquele Agosto que nos atira de pés e cabeça para um gelado de três bolas, com dois toppings e cinco variedades de bolachas com um toque de amêndoa por cima? Aquele Agosto que apela a um banho de mar noturno?

 

Na praia são chapéus-de-sol a voar, tendas a vergar, areia a entrar pelos olhos e a espetar-se nas nossas costas, água fria a criar um bloco de gelo nos nossos pés, crianças com o queixo a tremer, toalhas a escaparem-nos e pessoas a correr atrás dos chapéus dos filhos. Não se vê uma única pessoa com um escaldão - #sóquenão - e na praia há espaço para por o chapéu ao pé do mar à hora de ponta.

 

Já não há praia quentinha sem ser Algarve. És um mês que não se pode confiar.

 

No café da marginal não há gelados esgotados, há lugar para nos sentarmos na esplanada à sombra, o café vem quentinho acabadinho de tirar e a bandeja apenas traz os cafés de uma mesa.

À noite de casaco vestido e cobertor nos carrinhos de bebé, vêm-se pessoas de calças a beber café em recintos fechados. As esplanadas estão vazias. Não há música ao vivo na rua e os senhores estátua estão desaparecidos. As babes não andam descapotáveis e não se ouvem piropos. Selfies nem vê-las. Borracheiros ainda se vêm por aqui e por ali e são os que animam a rua. Não há vendedores ambulantes nem o “qué flô”. Os tererés, quadros e pinturas ou retratos ao vivo já não fazem parte deste meu Agosto de férias…

 

Apenas os corajosos resistem e fazem uma caminhada bem pequena porque este tempo enfadonho não dá para mais.

 

Agosto estás um mês aborrecido, já não se pode contar contigo!

Quero isto e muito mais

Amo bebés. É isso mesmo, amo bebés. Este fim de semana estive com um bebé ao colo e fez-se click. Nem acredito que daqui a umas semanas vou ter provavelmente o que será o meu último bebé. E a fase de bebé passa tão rápido e eu quero lá estar o máximo possível. Sinto-me mais preparada, mais calma e espero que isso se reflita nesta pequena que não para quieta nem um segundo. Ao contrário do que aconteceu com a minha primeira filha, quero emocionar-me desde o primeiro minuto. Quero o meu marido ao meu lado, nem que seja para lhe apertar a mão com bastante força. Quero estar presente quando a minha filha vir a irmã pela primeira vez, quero registar o momento e explicar-lhe tudo com a maior das alegrias. Quero isto, quero muito mais e quero tudo a que tenho direito por ser provavelmente a última vez que vamos embarcar numa viagem tão emocionante.

 

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Imagem daqui

 

Perdi-me na Lousã

Fui fazer um percurso a pé à Serra da Lousã e era tão simples quanto o que está na imagem abaixo. Levámos tudo o que nos é permitido em termos de tecnologia. Até uma aplicação que em tempo real nos dizia onde estávamos no percurso. O que é certo é que nós estávamos tão convictos que estávamos no caminho certo, que até achámos que a aplicação e o gps, que nos estávam a alertar que estávamos fora da rota, não deveriam estar a funcionar bem. Não sei muito bem onde fomos buscar essas convicções, uma vez que supostamente deveríamos estar a subir até uma altura máxima de 574m e nós só estamos a descer. Deixámo-nos levar pelo som do rio, em vez de repararmos que tínhamos um total de subidas de 420m. E continuámos o nosso caminho até chegarmos à conclusão que já tínhamos andado o suficiente para chegar ao Talasnal, aldeia onde tínhamos marcado restaurante!

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Tivemos que voltar para trás, já não tínhamos tempo de chegar ao restaurante à hora marcada se tivéssemos que fazer o percurso novamente a pé desde o ponto onde nos enganámos. Passámos o rio de um lado ao outro por cima de pedras uma dezena de vezes num novo percurso. Divertidíssimo pensar quem seria o primeiro a cair no rio. Infelizmente nenhum de nós caiu e chegámos finalmente ao nosso ponto de partida, o castelo. Agarrámos no carro e fizemos 19km até ao Talasnal, que a pé se traduziam nuns meros 2 km se tivéssemos feito o percurso como deve de ser. Os homens apanharam uma bezana ao almoço. Na hora de pagar, não tínhamos dinheiro e só nesse momento reparei que tinha trocado de mala e a carteira com o dinheiro tinha ficado em casa! Não havia multibanco. Os homens, graças à bezana, lá conseguiram arranjar forma de explicar à dona do restaurante que não tínhamos dinheiro e ela deixou pagar por transferência bancária. Obrigada internet, obrigada por existires!

 

Depois, sem nos darmos por vencidos, deixámos o carro no Talasnal e fizemos o percurso correto pelo Casal Novo e até ao castelo da Lousã, voltando de novo ao Talasnal. Uma grande estafa. Percursos mesmo muito difíceis. Sempre a subir e a descer.

 

No final, ficámos com uma história para contar. É quando tudo corre mal, mas no final ficam as melhores recordações.

 

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