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Rosa Affair

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Bem hajam para estes investigadores

Fonte: Pais & Filhos

 

" A diabetes gestacional, ou seja a que surge durante a gravidez, apresenta alguns riscos para a mãe e o bebé, entre os quais os de parto prematuro, pré-eclâmpsia ou peso excessivo do recém-nascido, com consequências de saúde a longo prazo. É por isso que os níveis de glicemia são tão atentamente vigiados nos cuidados de saúde pré-natais.

Agora, um novo estudo conduzido por investigadores do Hospital Brigham (EUA) chegou à conclusão de que uma única medição de um novo biomarcador para a diabetes, entre a as 24 e as 28 semanas de gravidez identifica, com alta sensibilidade e especificidade, as mulheres que apresentam desvios nos níveis normais de glicose, bem como as que já apresentam diabetes gestacional. Os níveis do biomarcador GCD59 também foram associados com a maior probabilidade do nascimento de um bebé com alto peso, de acordo com um artigo da publicação “Diabetes Care”.

Uma vez que o tratamento da diabetes gestacional pode diminuir o risco de problemas na gravidez, o atual padrão de cuidados inclui uma abordagem em duas etapas. O primeiro passo, conhecido como teste de desafio da glicose, inclui a administração de uma bebida açucarada seguida por uma medição de açúcar no sangue uma hora mais tarde. As mulheres que não apresentam resultados normais realizam uma análise mais detalhada, designada de teste de tolerância oral à glicose, que requer jejum durante a noite, beber uma solução de açúcar mais concentrado e recolha de amostras de sangue de hora a hora, durante três horas. Estes testes de glicose, ou as suas variações, são atualmente os únicos métodos usados ​​para diagnosticar diabetes gestacional ou o risco acrescido.

Procurando encontrar uma solução melhor, o objetivo principal da equipa de investigação foi avaliar a exatidão do biomarcador de diabetes GCD59 na previsão dos resultados do teste de desafio de glicose. A equipa realizou um estudo junto de mil grávidas e descobriu que no caso das mulheres com diabetes na gravidez, o valor do biomarcador era 8,5 vezes maior do que na população geral.

“Este é o primeiro estudo a demonstrar que uma única medição de plasma GCD59 pode ser usada como um método simplificado para identificar as mulheres em maior risco de desenvolver diabetes gestacional”, afirma o hematologista Jose Halperin, líder da pesquisa, para quem o novo teste poderá vir a ser disponibilizado à população em geral a médio prazo. "

A sensação de estar quase, mas ainda faltar muito

É nesta sensação que estou desde as 30 semanas. A verdade é que esta gravidez foi muito penosa para mim. E acho mesmo que com este barrigão, só agora às 35 semanas é que me tenho sentido uma pessoa normal (dentro do possível para uma grávida).

 

Senti que os médicos não me ouviam. Queixei-me muitas vezes de ter muita tosse e só me diziam para beber chá de mel e limão, xarope de cenoura, água e o raio que os parta e nada resultava. Não sabia mais o que fazer para me livrar da tosse (foram meses atrás da minha obstetra, médico de família, médico da empresa e até uma vez no hospital). Até o dia em que tive a feliz ideia de consultar um pneumologista.

 

Para uma grávida, tosse é igual a incontinência. E tosse, incontinência e enjoos são uma mistura explosiva. Trabalhei até hoje, mas é difícil trabalhar assim e esconder todos estes sintomas como se eu fosse a grávida mais feliz do mundo. Não era e não estava. Muitas vezes ia à casa de banho e só saia de lá quando estava recomposta. Lavei a cara muitas vezes.

 

Agarrei em todos os exames, análises e rx antigos e fui ao pneumologista. O alivio que senti quando o médico disse - tem asma.

 

O médico deu um nome ao que eu tinha, nem queria acreditar.

 

Tudo fez sentido a partir daquele momento. O médico explicou-me que para 30% das mulheres que têm asma, esta piora durante a gravidez. Apesar de todos os sintomas de gripes, constipações, tosses e afins antes da gravidez, nunca me tinham dado este diagnóstico. E foi precisamente devido a isso que andei um pouco perdida.

 

Depois de devidamente aconselhada, perceber os riscos para o bebé, etc, comecei a fazer uma bomba super fraquinha que melhorou em muito a minha qualidade de vida.

 

E agora aqui estou eu, com a sensação de estar quase, mas ainda faltar muito. Com muita pena minha, não consegui aproveitar a gravidez como eu queria. Mas a fase melhor ainda aí vem. A miúda está para breve .

 

A história da gravida decadente aqui.

 

Sinto-me muito grávida

Comparo a minha barriga a uma bola de Basket, mas com o peso de uma bola de Bowling, sinto-me pesada e sinto que tudo em mim está comprimido para permitir que a cria nade à vontade e passe a vida às cambalhotas e aos pontapés. Continuo a ter estômago de passarinho, agora reduzido ao tamanho de um limão pequeno. Faço tudo o que ele manda e fico super aborrecida quando ele me trai! Fico cheia e embuchada rapidamente, não cabe quase nada e há coisas que já desisti de comer definitivamente. É que não dá! Mesmo assim essa criatura chamada estômago consegue surpreender-me quase diariamente e lá vai mais um ou outro alimento que entra na minha lista-negra-de-alimentos-a-não-comer-enquanto-grávida.

 

Não tenho conta ao número de laranjeiras que já dizimei desde que estou grávida. Se há coisa que não me vou esquecer é isto. As laranjas foram as minhas maiores aliadas nesta gravidez. Quando nada fica para aconchegar a criatura, eis que uma laranja resolve tudo.

 

E diariamente me perguntam “isso deve estar quase” e eu sempre respondo “não, ainda falta”. E por muito que isso me custe, é isso mesmo que eu quero, que falte muito, que falte o tempo que resta para ter um bebé de termo. E por isso não desisto. Vou trabalhar enquanto der e faço a minha vida normal enquanto conseguir. Estar em casa faz-me comer mais, logo engordar mais. Apesar de ter oito quilos de barriga, tenho apenas quilo e pouco de bebé e por isso mesmo não tenho pressa. Aí é que estás bem, quentinha e protegida.

 

É verdade que já noto que tenho um andar esquisito. Parece que tenho que balançar o corpo para ver se as pernas andam mais rapidamente. Tipo andar à bêbado. Andar a passo rápido também já não é comigo. Quando a minha filha me faz fazer um sprint, passo a noite com dores esquisitas, que não consigo perceber o que são. Depois passam, é só cansaço.

 

Passo a noite quase toda a dormir de barriga para cima, coisa que não suportava na primeira gravidez. Dizem que não se deve fazer e eu não consigo dormir de outra forma. Estou de lado enquanto acordada, mas quando adormeço coloco-me de barriga para cima e acordo assim. Acho que a médica vai bater-me na próxima consulta. A ver vamos...

Já fiz

O meu estômago de passarinho aguentou e já consegui fazer o exame e ainda bem que há mamãs e futuras mamãs que partilham as suas experiências por aqui e por ali. 

 

Duas coisas mudaram e foram importantíssimas para o conseguir fazer. Segui o conselho da Ana e levei uma garrafa de água fresca e aconselhada pela técnica do laboratório, levei um limão. 

 

A técnica usou a minha água fresca e despejou o sumo de um limão no líquido. E a mixórdia ficou a saber aproximadamente a uma limonada fresquinha e bebi aquilo em menos de nada. O problema é o líquido que bebemos e para quem é sensível neste exame estes dois fatores são mesmo muito importantes.

 

Obrigada a estas meninas que nos dão dicas preciosas e mesmo sem nos conhecermos conseguem facilitar um pouquinho dos nossos dias.

 

Exame da tolerância à glicose done! Que alívio!

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