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Rosa Affair

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Quero isto e muito mais

Amo bebés. É isso mesmo, amo bebés. Este fim de semana estive com um bebé ao colo e fez-se click. Nem acredito que daqui a umas semanas vou ter provavelmente o que será o meu último bebé. E a fase de bebé passa tão rápido e eu quero lá estar o máximo possível. Sinto-me mais preparada, mais calma e espero que isso se reflita nesta pequena que não para quieta nem um segundo. Ao contrário do que aconteceu com a minha primeira filha, quero emocionar-me desde o primeiro minuto. Quero o meu marido ao meu lado, nem que seja para lhe apertar a mão com bastante força. Quero estar presente quando a minha filha vir a irmã pela primeira vez, quero registar o momento e explicar-lhe tudo com a maior das alegrias. Quero isto, quero muito mais e quero tudo a que tenho direito por ser provavelmente a última vez que vamos embarcar numa viagem tão emocionante.

 

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Imagem daqui

 

Margem de manobra: 1 semana

Inverno = blhéck, tempo chato! Pelo menos no que toca ao assunto roupa de criança. Cheguei à conclusão que só tenho margem de manobra de uma semana no que toca à roupa da minha filha. Se por acaso deixo passar os dias de lhe lavar a roupa, instala-se o caos cá em casa para a vestir.

No inverno os miúdos vestem muita roupa, são interiores, são camisolas e mais camisolas e casacos e calças e meias e nada se pode reutilizar sem lavar e eles ainda conseguem sujar mais do que uma muda de roupa por dia. Para melhorar, a minha pequena, que ainda não deixou a fralda, por vezes suja-me dois pijamas por noite, visto que o xixi repassa a fralda, já para não falar de quando passa para os lençóis também.

Roupa, roupa e mais roupa. E por mais que lave e passe tudo, e por vezes até acho que tenho roupa a mais pois não cabe tudo nas gavetas, no final da semana, já me começa a faltar roupa. Ou falta um interior ou um pijama ou as meias que tenho lavadas já não combinam com a roupa que lhe quero vestir. Às vezes lá vai para a escola com um interior azul escuro e uma camisola cor-de-laranja, outras não há tempo de passar o interior a ferro e eu rezo para que ele fique direitinho antes de ela chegar à escola.

Hum mãe esquisitinha esta que deixa a filha vestir um interior possivelmente cheio de ácaros…

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Imagem daqui

Como é: fujo?

Era sexta-feira. Cabeça fresquinha acabada de acordar, mas ainda assim com um pouco de cansaço acumulado de uma semana de trabalho. Assim que acordo reparo que estou a ficar com fome e lembro-me que o meu estômago neste momento não pode esperar muito tempo. Fui ao frigorifico: leite, queijo, iogurtes e mais leite. Lembrei-me que nem pensar comer nada daquilo ao pequeno almoço. Tudo tinha lactose e era meio caminho andado para passar uma manhã ridícula e a passar mal no trabalho. Olho para a fruteira e estava vazia. Pensei em ir à padaria que fica a 2 minutos a pé de minha casa, mesmo ao lado da creche da miúda.

 

Vesti-me, calcei-me e pus um casaco bem quentinho e lá vou eu. Nesses dois minutos que demorei, comecei a pensar como raio ia resolver um problema no trabalho. Dois minutos que me pareceram uma hora, mas onde consegui por milagre obter uma solução (a cabeça fresquinha ajuda nisso, acontece-me frequentemente).

 

Quando cheguei ao destino, ainda a pensar naquilo, toquei à campainha. E caí em mim…

 

Mas o que é que eu estou a fazer? Ai, toquei à campainha! Não sei se estão a ver! Toquei à campainha da creche em vez de entrar na padaria. Começo a magicar um plano de fuga para me safar daquela situação. Primeiro lembrei-me em virar costas, entrar na padaria e deixar a educadora pensar que tinha sido uma brincadeira. Ainda tentei executá-lo. Mas assim que viro costas vejo o vizinho, que por acaso tem um filho na mesma creche, que estava no prédio a fumar na varanda, a olhar para mim. Raio, não posso fugir! Virei-me novamente para a porta e tentei encontrar palavras para me safar da situação! Posso dizer que a miúda está doente e não vem à escola… Mas que raio de coisa que estou a pensar! E como é que eu vou trabalhar?! Não houve tempo para mais, oiço a porta a abrir - Bom dia mãe… E com a cara mais estupida de sempre digo: - Quer-se rir? Vinha ao pão e na distração, enganei-me e toquei a campainha! Ao qual a educadora responde: - Pois, deixe lá é sexta-feira… E assim, lá fui à padaria, com a rabinho entre as pernas, com a sensação que a educadora ia chamar os serviços sociais por pensar que a minha filha tem uma mãe maluquinha…

 

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Eu sou das que têm frio...

Eu sou das que têm frio. Nasci no inverno, apenas com uma lareira para me aquecer e talvez tenha sido isso que me fez uma das pessoas mais friorentas que conheço. Isto faz-me achar que todos são como eu, deixando-me a fazer observações estranhas, coisas que me intrigam e que se calhar para o comum das pessoas são coisas normais.

No inverno, faz-me confusão entrar em casa e ter uma diferença de temperatura muito elevada. Começo a hiperventilar quando sinto o calor dos radiadores no meu nariz. Gosto de estar aconchegada e quentinha, mas para isso preciso de roupa. Uma blusita não é suficiente para me sentir bem. Um lençol não é suficiente para eu dormir. Um sofá sem uma mantinha não é suficiente para estar aconchegada no inverno a ver televisão…

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Vejo-me então numa influência pouco positiva para a minha filha em questões de temperatura e elaborei uma frase que é a sina deste tipo de mães:

 

Mãe friorenta, filha friorenta terás.

 

E ainda bem que as pessoas não são todas iguais. Existem aquelas que para mim são precisamente o meu oposto - as mães quentes. Seja inverno seja verão, uma blusinha por cima da pele é o suficiente. Basta um raio de sol e os miúdos já andam na rua com meias de meia perna e roupa de manga curta. Devem ter a casa regulada à temperatura dum clima tropical para conseguirem andar como se estivessem todo o ano em pleno verão. E eu, que mesmo numa manhã de sol, basta uma brisa fresquinha para me fazer arrepiar! E eu que apanhei uma pneumonia porque num dia em pleno inverno, o ar condicionado do escritório estava congelado e demorou umas quatro horas a aquecer o ambiente! E eu que já tive a miúda internada com uma bronquiolite e sabe-se lá quantas vezes já andou constipada ao ponto de ter que fazer máscaras regularmente. Já percebi que ser assim - mãe friorenta - não me livra destes males e talvez só os acentue.

 

Mas eu não consigo, a vida levou-me a ser uma mãe friorenta e sê-lo-ei para todo o sempre, nem que tenha que acordar todos os dias uma vez por noite para ver se a miúda não se destapou. Mas admiro-vos a vós, mães quentes deste país, que me irão dizer que são exatamente o meu oposto e que nunca vocês ou os vossos filhos tiveram uma pequena constipação por andarem um pouco mais descapotáveis do que a temperatura recomenda.

Imagem daqui

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