Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rosa Affair

Rosa Affair

Os Biberons MAM

Muitas pessoas ficam surpreendidas por eu usar os biberons da marca MAM. Até no hospital as enfermeiras me perguntavam que  biberons eram aqueles.

 

A minha filha mais velha desde que começou o leite formula, sempre usou os biberons da Medela e os da Chicco. Mas, a mais pequena já não foi bem assim. Os da Medela engasgava-se tanto que tive que parar, os da Chicco ela engolia muito ar, pois estava sempre a tirar a boca da tetina e depois eram cólicas insuportáveis.

 

Experimentei os da MAM, que são anticólicas e foram os que resultaram com ela. O biberão é estranho, todo ele é desmontável (em cima e em baixo) e tem uma borracha no fundo, daí a estranheza de algumas pessoas que me perguntaram para que servia tudo isso.

Biberons_MAM.jpg

 Aqui ficam as características dos biberons da MAM:

 

- A tetina SkinSoft é em silicone e confere uma sensação familiar, a da pele.

- É anticólicas e anti-regurgitação graças à base ventilada.

- Aberturas amplas para fácil preparação e limpeza.

- Função auto esterilizadora. Muito prático porque podemos esterilizar o biberon fora de casa muito facilmente.

- Biberons de 160, 260, e 330 ml. Os que me ofereceram na aulas de PPP eram de 130 ml.

- Tetinas que acompanham o crescimento da criança e adaptáveis a todos os biberons.

 

A única desvantagem que eu vejo é o facto de não ter a medida de 30 ml, começa nos 60 ml uma vez que a base é desmontável.

 

O video em baixo demonstra todas as funcionalidades.

 < Carregar nas setas para ver as características >

 

 

Meu querido mês de Agosto, mas porque és tão ventoso?

Re-post

Novamente este ano, onde está aquele Agosto de calor infernal que não nos deixa dormir de noite? Que nos leva a fazer um passeio agradável após o jantar e a beber um café numa esplanada à beira mar? Aquele Agosto que nos atira de pés e cabeça para um gelado de três bolas, com dois toppings e cinco variedades de bolachas com um toque de amêndoa por cima? Aquele Agosto que apela a um banho de mar noturno?

 

Na praia são chapéus-de-sol a voar, tendas a vergar, areia a entrar pelos olhos e a espetar-se nas nossas costas, água fria a criar um bloco de gelo nos nossos pés, crianças com o queixo a tremer, toalhas a escaparem-nos e pessoas a correr atrás dos chapéus dos filhos. Não se vê uma única pessoa com um escaldão - #sóquenão - e na praia há espaço para por o chapéu ao pé do mar à hora de ponta.

 

Já não há praia quentinha sem ser Algarve. És um mês que não se pode confiar.

 

No café da marginal não há gelados esgotados, há lugar para nos sentarmos na esplanada à sombra, o café vem quentinho acabadinho de tirar e a bandeja apenas traz os cafés de uma mesa.

À noite de casaco vestido e cobertor nos carrinhos de bebé, vêm-se pessoas de calças a beber café em recintos fechados. As esplanadas estão vazias. Não há música ao vivo na rua e os senhores estátua estão desaparecidos. As babes não andam descapotáveis e não se ouvem piropos. Selfies nem vê-las. Borracheiros ainda se vêm por aqui e por ali e são os que animam a rua. Não há vendedores ambulantes nem o “qué flô”. Os tererés, quadros e pinturas ou retratos ao vivo já não fazem parte deste meu Agosto de férias…

 

Apenas os corajosos resistem e fazem uma caminhada bem pequena porque este tempo enfadonho não dá para mais.

 

Agosto estás um mês aborrecido, já não se pode contar contigo!

E ela é tal e qual a irmã

Originalmente criei este blog para desabafar. Foram horas e horas de uma bebé a chorar e quando eu desabafava com alguém todos davam a entender que eu estava a exagerar. A frase mais ouvida era "pois são todos iguais, todos choram". E eu rendi-me a ela. Sim é verdade, todos choram, a minha também. Mas a minha filha chorava e muito.

 

Nunca a minha filha mais velha, enquanto bebé, estava satisfeita acordada. A rotina era ver se tinha fome, cólicas, fralda suja, frio, calor, sono ou febre e mesmo estando tudo bem, ela chorava.

Com o tempo fui deixando de falar destas coisas, já sabia como ela era e não estava para tentar explicar uma coisa que a maior parte das pessoas não entendia. Sair com ela era tudo menos fácil. E sempre que saia o que mais ouvia era, "mas o que é que ela tem?", ao qual a maior parte das vezes eu respondia - não tem nada!

Com o tempo tudo passou, agora está uma criança crescida e feliz.

 

Depois veio a segunda. E todos me diziam: "a segunda é sempre mais calminha". Nunca esperei o melhor.

E tinha razão. Como é que uma segunda filha poderia ser tão diferente? Foi feita pelo mesmo pai e mesma mãe? Tal como eu suspeitava é tal e qual a irmã.

 

Já me perguntaram se agora com três meses já está mais calminha e eu digo sempre SIM, está. #sóquenão, não está. Chora inconsolavelmente e não tem nada! Dormir no ovo? Dormir no automóvel? Não é com ela. Dormir ao colo? Sim, mas tenho de lutar com ela, pois ela luta contra o sono. Tenho que a apertar e colocar-lhe a chucha de forma a que ela não se mexa. Cheguei ao ponto que estou a começar a perder a força e só o pai consegue acalmá-la. A técnica do pano já não consegue adormece-la.

 

Não fiquem muito entusiasmados em tentar dar-lhe colo, fazer caretas, ou tentar acalmá-la de outras formas. Ela é tal e qual a irmã.

 

Recomendo o artigo "Socorro, o meu bebé não para de chorar!" da Revista Pais e Filhos.

 

A vida de mãe #1 - pequeno almoço

As últimas 14 semanas têm sido muito divertidas na hora das minhas refeições #sóquenão.

 

Pequeno-almoço:

 

Sou a primeira a acordar e começo por dirigir-me à cozinha para ir tratar do pequeno-almoço. Preparo o meu iogurte primeiro. Com o iogurte na mão, vou abrir o estore à minha filha mais velha, pois já estamos atrasadas para a escola! É o que faz estar de licença de maternidade e não haver horários.

 

Começo a comer o meu iogurte e a minha filha mais nova começa a ouvir barulho e acorda. Ainda não enfiei duas colheres no bucho e já a mais nova ligou o motor de arranque, vulgo começa a resmungar. Passo no quarto da mais velha trinta vezes para lhe dizer que tem que se levantar e ir à casa de banho. Ainda a mais velha não fez o que eu disse e já a mais nova está num pranto, numa birra que dá dó! E ela sabe que eu não consigo ouvi-la chorar – ninguém consegue ouvir um bebé chorar assim e não fazer nada – lá vou eu! Largo o iogurte e vou dar-lhe o biberão. Vinte minutos já lá vão e ela só bebeu metade. Quer arrotar e enquanto isso não acontecer não bebe mais nada. Enquanto espero que arrote, ao colo, posição vertical, arranco a outra da cama. Entretanto com a mais nova ao colo, por vezes no sling, outras não, arranjo o pequeno almoço à mais velha e faço-a sentar-se na mesa da cozinha a comer. Ligo a televisão para ela ver os desenhos animados. Oiço um arroto monumental. Vou acabar de dar leite à outra.

iogurte1.jpg

Terminei de alimentar a mais nova – às vezes – porque ela só bebe leite às mijinhas, agarro-a ao colo, posição vertical para arrotar outra vez e vou à cozinha e a mais velha ainda não tocou no leite! Começo a fazer chantagem – não bebes o leite desligo a televisão – e ponho os desenhos animados na pausa até ela perceber que não estou a brincar. Enquanto isso a mais nova arrotou e vou colocá-la no parque, com uma almofada de altura para ela não bolsar o leite todo. Entretanto despachei a mais velha e já estou quinze minutos mais atrasada. A mais nova começa a chorar – E ela sabe que eu não consigo ouvi-la chorar – levanto-a em posição vertical, quer arrotar mais. Arrota, bolsa sessenta de leite (escrevo por extenso para vocês perceberem a quantidade de leite que cai em cima de mim todos os dias, cada vez que a alimento). Deito-a novamente. Vou levar a mais velha à escola. Chegámos atrasadas 20 minutos. Qualquer dia é expulsa da escola. Só não é porque a mensalidade que pago dá para pagar metade do ordenado à auxiliar. Demoro no máximo sete minutos. Volto e a mais nova já está outra vez num pranto. Os sessenta de leite que bolsou deixou-a insatisfeita e tenho que ir fazer mais. É nesta altura, em que vou preparar o leite, que percebo que o meu iogurte ainda está em cima da bancada. Preparo o leite e dou-lhe, acalmo-a e tento colocá-la a fazer a sesta da manhã. E já lá vão mais 25 minutos.

 

São 11 horas e ainda não tomei o pequeno almoço.

 

Continua num próximo post, ela já acordou...

 

Imagem daqui

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor