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Rosa Affair

Rosa Affair

Fiz uma pausa no blog.

Ainda não sei bem como, nem como deixei passar tanto tempo. Na realidade não foi só uma pausa no blog, mas sim na blogosfera em geral. Mentalmente tento perceber o porquê. Mas não preciso de fazer um grande exercício para concluir que após a minha licença, regresso ao trabalho e noto que tenho de recomeçar tudo de novo. Os anos de antiguidade não me valeram de nada, quando no meu regresso, reparo que mudei de chefia, mudei de equipa e mudei de método de trabalho. Tudo isto complementado com formações e idas ao estrangeiro que arruínam por completo o meu tempo livre. A família não pode ficar para trás, sendo que o que ficou para trás foi o Blog…

 

Hoje tive vontade, vontade de escrever.

 

Apesar de já estar a piscar os olhos, e após várias tentativas falhadas, fiz login. Depois foi como se nunca tivesse estado ausente, lembro-me de todos os truques que defini para criar os meus posts.

 

Quanto às rosas cá de casa, estão super crescidas. A minha bebé já anda, tem dois dentinhos e dorme no carrinho .pray.png

 

Vou voltando aos poucos, espero.

Queremos posts fresquinhos ao fim-de-semana

A blogosfera trabalha de segunda a sexta, fim-de-semana é para descansar e estar com a família ou no máximo por umas fotos no instagram. E eu concordo, fazem todos muito bem. Eu blogo ao fim-se-semana porque de semana tenho trabalho a tempo inteiro e não tenho coragem, nem cabeça fresquinha para me sentar à frente do computador a escrever à noite.

 

E achas que vais ter sucesso assim? Não, claro que não. Mas é vida. Também não ando nestas andanças para ter sucesso, apenas para ser feliz.

Blog_blocks_476x290.jpgImagem daqui

Já não sei escrever!

concurso-publico16.jpg

Eu sou muito virada para as tecnologias. Trabalho nelas, com elas e para elas. E cada vez que tenho que escrever em papel de forma séria começo a aborrecer-me. Já não tenho jeito, começo a comer as letras das palavras e após uma frase, já não há letra que se perceba. Juro que me fica a doer o braço. É triste dizer isto:

Eu já não sei escrever à mão!

Já não tenho calo, o braço já não está treinado e aborrece-me. A verdade é que perdi a paciência, perdi a habilidade e perdi a minha letra linda que me acompanhou durante uma vida inteira de estudos.

 

Mas, apesar de tudo o que disse, eu tenho um caderno de apontamentos. Diariamente escrevo nele, mas utilizo-o apenas para apontar um recado, uma lista, um número, para 'riscanhar' quando estou a pensar, para fazer um esquema, para explicar em desenho, mas nada que tenha que ser percetível a terceiros.

 

Depois vêm os formulários. Que flagelo. Cada vez que tenho que escrever a minha morada começo a 'panicar'. As vezes penso que quem os cria não deve dever muito à inteligência. Hoje ao preencher os formulários para inscrever as miúdas na escola, escrevi 10 vezes a mesma morada, 10 vezes o mesmo nome e 8 vezes o mesmo número de telemóvel. Ia a meio e já olhava para baixo para ver quantas mais vezes teria de escrever a morada. Quando acabei, olhei para o formulário e reparei que as letras de cima estão bonitas e percetíveis, ao meio as palavras estão meias escritas e em baixo mais parece letra de médico. Nunca consigo reproduzir a minha assinatura do cartão de cidadão simplesmente porque a assinatura é a última coisa a escrever e nessa altura já estou a escrever com 'fonte' de médico.

 

E eu, preocupada que sou com tudo e com todos, estou aqui a fazer serviço público e a pedir para os senhores que criam formulários tenham atenção à redundância. Melhor! peçam para preencher formulários online. Acaba-se o desperdício de papel, não há forma de não perceberem uma palavra, não há enganos a passar o formulário para a aplicação informática e somos todos mais felizes.

 

Obrigada!

Imagem daqui

Como é: fujo?

Era sexta-feira. Cabeça fresquinha acabada de acordar, mas ainda assim com um pouco de cansaço acumulado de uma semana de trabalho. Assim que acordo reparo que estou a ficar com fome e lembro-me que o meu estômago neste momento não pode esperar muito tempo. Fui ao frigorifico: leite, queijo, iogurtes e mais leite. Lembrei-me que nem pensar comer nada daquilo ao pequeno almoço. Tudo tinha lactose e era meio caminho andado para passar uma manhã ridícula e a passar mal no trabalho. Olho para a fruteira e estava vazia. Pensei em ir à padaria que fica a 2 minutos a pé de minha casa, mesmo ao lado da creche da miúda.

 

Vesti-me, calcei-me e pus um casaco bem quentinho e lá vou eu. Nesses dois minutos que demorei, comecei a pensar como raio ia resolver um problema no trabalho. Dois minutos que me pareceram uma hora, mas onde consegui por milagre obter uma solução (a cabeça fresquinha ajuda nisso, acontece-me frequentemente).

 

Quando cheguei ao destino, ainda a pensar naquilo, toquei à campainha. E caí em mim…

 

Mas o que é que eu estou a fazer? Ai, toquei à campainha! Não sei se estão a ver! Toquei à campainha da creche em vez de entrar na padaria. Começo a magicar um plano de fuga para me safar daquela situação. Primeiro lembrei-me em virar costas, entrar na padaria e deixar a educadora pensar que tinha sido uma brincadeira. Ainda tentei executá-lo. Mas assim que viro costas vejo o vizinho, que por acaso tem um filho na mesma creche, que estava no prédio a fumar na varanda, a olhar para mim. Raio, não posso fugir! Virei-me novamente para a porta e tentei encontrar palavras para me safar da situação! Posso dizer que a miúda está doente e não vem à escola… Mas que raio de coisa que estou a pensar! E como é que eu vou trabalhar?! Não houve tempo para mais, oiço a porta a abrir - Bom dia mãe… E com a cara mais estupida de sempre digo: - Quer-se rir? Vinha ao pão e na distração, enganei-me e toquei a campainha! Ao qual a educadora responde: - Pois, deixe lá é sexta-feira… E assim, lá fui à padaria, com a rabinho entre as pernas, com a sensação que a educadora ia chamar os serviços sociais por pensar que a minha filha tem uma mãe maluquinha…

 

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Imagem daqui

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